Colocando em prática a novidade!



             --- Uma escura cor no arco-íris---






Às vezes os dias cinzas nos tomam como se fôssemos parte de sua história.   
Às vezes o dia se transforma em cinzas por um ato não pensado, um ato triste realizado quando se deseja pôr fogo no mundo. 
Às vezes você pode até possuir a melhor intenção do universo,   
Mas como o mundo é perverso este poema não terá nenhum verso.




Às vezes é sofrer por dores há tanto esquecidas, mas lembradas na hora de dormir, impedindo 
Assim a chegada de bons sonhos. 
Às vezes é chorar ao som de um piano, ao som do oceano, ao som da chuva chuviscando na janela do apartamento em uma madrugada solitária. 
Às vezes é odiar ver o sol nascer em meio a tantas nuvens cinzas e pensar, que a escravidão do dia cinza trouxe para mim uma dose antipática de angústia e depressão. 
Às vezes é chegar ao espelho, forçar um sorriso, mesmo dolorido, pois é a única arma que se dispõe para enfrentar o mundão. 
  
Eu prometi que não haveria verso, não prometi as rimas.


Às vezes a sensação de esvanecimento é uma dádiva divina da mais pura demência. 
Às vezes a sensação é uma decisão infundada, impensada, inimaginável. 
Às vezes apenas a angústia de se viver, a necessidade das unhas roer  as músicas tristes de Erik Satie... 
  
Às vezes apenas um sorriso basto 
Para que o cinza torne a ser uma cor dentre tantas outras.


                  Rhuan Neves

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